Pelo pedúnculo da via látea


Pelo pedúnculo da via láctea a noite hasteia sua solidão inconformada
Nos céus um nubente silêncio amara junto ao caule de uma carícia enamorada
Em brilhantes estilhaços a luz explode tão intensa e pluviosamente pasmada

Pelo pedúnculo da via láctea o tempo desagua num incontrolável sussurro indignado
Pelas mãos na noite massaja-se a escuridão pousada num limítrofe eco bem trajado
Nos beirais dos céus rodopia um breu convertido num belo trovão de uivos tão, tão grados

Frederico de Castro
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