Escritas

SONETOS À AMADA MARANHENSE

dantenegro
I

 

O amor que tenho vai além dos mares

muito além de terras equidistantes

a superar as águias pelos ares

e torna grandioso o insignificante!

Naturalmente bela entre as mulheres

e a simplicidade que tem garante

que não há nenhuma outra que a supere

sendo minha amada já é o bastante!

Este amor que tenho de uma princesa

de cuja maravilhosa realeza

faz de mim poeta nunca ser plebeu!

O amor da minha esposa e minha diva

cuja própria alegria me cativa

cuja graça que ela tem vem de Deus!

 

 

 II

 

Ela tem frescor e não ar solene

que a faz agir com bondade e ternura

mulher virtuosa se chama EDILENE

da cor do jambo Deus te fez criatura!

Fiz do teu amor a oferta real

como a natureza oferta seus frutos

buscamos juntos, mesmo ideal,

se de seus sábios conselhos, escuto!

Do amor que ela me devota acredito

nosso amor se rende a um Ser infinito

que a fizera tal Eva na Criação!

Do que vem do transitório e o perene

provinda das terras do Maranhão

cujo sublime nome ecoa: EDILENE!

 
 

III

 

Andei por muitos lugares distantes

cuja estrada traçou meu caminhão

bem além dos confins do Maranhão

mas para a encontrar não foi desgastante!

Morena bonita cravo e canela

dum lugar com encanto tropical

que somente dela é terra natal,

tão graciosa quanto fora Gabriela!

Eu a homenageio além dos meus poemas

tal o poeta à garota de Ipanema

eternizo nos meus versos a amada!

Que conquistou o poeta fluminense

caminhando nos Lençóis Maranhenses

E, não na Zona Sul pelas calçadas!

 IV

 

Nascida das águas fora a deusa Afrodite

em meio as espumas do imenso mar surgiu

no entanto não houve simples mortal que viu

mas minha amada que nasceu da mãe Edith

É uma doce mulher abençoada por Deus,

ela não veio do Olimpo tal ser etéreo,

nem mesmo foi iniciada em nenhum mistério,

ou sequer saiu formada da coxa de Zeus...

Pois nem Afrodite nem Zeus, são seres reais,

se excelentes somos nós, os seres normais?!

tal a amada ao sorrir como o sol que irradia:

Edilene, é real como foi Sulamita

que Salomão consagrou em belas poesias,

tais meus louvores que exalto a Deus, nela habita!

 

  

V

 

Eu vejo ela se banhar no rio Preguiças

Feliz às margens da famosa Barreirinhas

E sua doce formosura me enfeitiça

Da formosura que possui uma indiazinha!

É tão linda minha amada, cravo e canela,

Porém sua realeza nem Sarney há de ter

Mas em si mesma traz virtude, e não poder...

Muita gente pergunta, quem há de ser ela!

Ela é minha Maranhense da Ilha do amor

Princesa do Nordeste do meu coração

Seu nome é uma bela canção, conforme for

Edilene Damasceno Cabral da Silva

Mulher de fibra, és esposa, mãe e inspiração

Mesmo sem falar muito...ela encanta e cativa!

 

Rio,02 de julho de 2015