Escritas

DAS TRÊS TIAS

dantenegro
I

Um dia conheci dona Zulima

A maranhense de forte expressão

Tal magnifica mulher do sertão

Que faz da própria fala sua estima

 

Conhecida então como Tia Zuzu

Dentre belas matriarcas é a senhora

Já agora em pleno avançar das horas

Tem a pele com a maciez do caju

 

Independente da idade que avança

Sorri como se fosse terna criança

Zulima traz em seu nome a doçura

 

E nem sempre cativa no que diz

Talvez pela luta e suas agruras

Dizia ser dona do próprio nariz

 
II

 

Maria do Socorro é de fala mansa

Sua voz limpidamente ressoa

Parece Sereia e não uma pessoa...

E na rede que ela sempre descansa

 

Os beija-flores faz dela uma flor

A vir beijá-la com seus biquinhos

Que terno encanto tem seus olhinhos

E sua expressão só revela amor!

 

A dizer tudo no seu jeito de olhar

Pois não posso e nem podes imaginar

Que essa doce mulher tão pequena tem

 

A força poderosa de uma leoa

Socorro é assim e muito mais além

Se é mulher nordestina não é à-toa!

 
 

III

 

Da minha amada é tia e também madrinha

Fez pra Edilene os primeiros lacinhos

A fez andar com belos sapatinhos

A protegendo do sol com sombrinhas

 

Tia Tânia é dessas pessoas amorosas

Que nos acolhe feito próprios filhos

A colocar todo mundo nos trilhos

Diante da vida um tanto venturosa

 

Pois Tia Tânia dentre tantas matriarcas

É das meninas quem venceu bastante

Traçou seu destino além do horizonte

 mulher guerreira deixou sua marca

 

por ser tão  simples se distingue tanto

pela fé demonstra todo seu encanto

 

 

Durante o voo São Luís-Rio,  28 out 19