Solidão
juan2000
Solidão perene flutuando sobre minha cabeça ociosa;
Solidão efêmera caindo sobre meu corpo ativo;
Solidão eterna esperando meu abraço;
Solidão, quantos homens não enviaste ao Hades?
Quantos seres foram subjugados pelo teu ímpeto destrutivo?
Serás apenas uma miragem inventada, ou jazes em algum lugar, pétrea?
Solidão não merece esclarecimento,
Faz-se evidente no pensamento,
Quando grilhões sufocam o movimento.
Solidão não é apenas sofrimento,
É bênção ao recordar aquele momento:
Aquele, onde tudo se desfaz em tormento.
Mas qual a moral desse argumento?
Seria apenas definir esse sentimento?
Vãs palavras aspiram o discernimento;
Esvai-se o tempo em tal empreendimento:
O espírito só fecundou o astro errante,
Lhe deu nome, número, forma, arte;
Do seu eflúvio criou seres à sua imagem,
Muitas criaturas tal qual engrenagem.
Em seres minúsculos dividiu-se,
Em seres maiores diluiu-se;
No cosmo solitário, escondeu-se;
E num canto qualquer enxergou-se;
E viu pela primeira vez o quão sozinho era,
Viu com olhos a magia do que fora;
Arrependeu-se o Espírito por perder-se:
Sente-se e não se reconhece.
Então a Solidão volta, e com ela o ímpeto de esconder-se.
Mas dessa vez o Espírito é menor,
Dessa vez somos nós que sentimos a solidão.
Onde vamos nos esconder dessa vez?
Solidão efêmera caindo sobre meu corpo ativo;
Solidão eterna esperando meu abraço;
Solidão, quantos homens não enviaste ao Hades?
Quantos seres foram subjugados pelo teu ímpeto destrutivo?
Serás apenas uma miragem inventada, ou jazes em algum lugar, pétrea?
Solidão não merece esclarecimento,
Faz-se evidente no pensamento,
Quando grilhões sufocam o movimento.
Solidão não é apenas sofrimento,
É bênção ao recordar aquele momento:
Aquele, onde tudo se desfaz em tormento.
Mas qual a moral desse argumento?
Seria apenas definir esse sentimento?
Vãs palavras aspiram o discernimento;
Esvai-se o tempo em tal empreendimento:
O espírito só fecundou o astro errante,
Lhe deu nome, número, forma, arte;
Do seu eflúvio criou seres à sua imagem,
Muitas criaturas tal qual engrenagem.
Em seres minúsculos dividiu-se,
Em seres maiores diluiu-se;
No cosmo solitário, escondeu-se;
E num canto qualquer enxergou-se;
E viu pela primeira vez o quão sozinho era,
Viu com olhos a magia do que fora;
Arrependeu-se o Espírito por perder-se:
Sente-se e não se reconhece.
Então a Solidão volta, e com ela o ímpeto de esconder-se.
Mas dessa vez o Espírito é menor,
Dessa vez somos nós que sentimos a solidão.
Onde vamos nos esconder dessa vez?
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