Amo todos os stressados
Daniel Correia
Amo todos os stressados
E mais aqueles que estão sempre a reclamar,
E os músculos da voz a escavar
Suas queixas de queixados!
Contenta-me as pessoas que nunca se contentam
E não contentes com isso,
Sempre se não contentam disso!
E sempre se descontentam...
Honestamente, gosto!
Os que não sabem fazer sacrifícios;
Os púdicos, que são para mim um vício,
Os que não se importam com os outros!
Adoro sentar-me à mesa com os escravos do prazer,
Os que não aguentam estar sozinhos
Os muy nobres elitistazinhos,
Fico bêbado de os ver!
Os frios, de cortar os ouvidos;
Os intolerantes como Jesus Cristo!
Sérios, arrogantes, os de alma despidos
Cegam-me de amor imprevisto!
Amo ainda todas as pessoas como eu:
Os molengões mais criativos, tão sem jeito!
Os mais felizes tristes passaréus...!
E aqueles que não possuem estes defeitos,
E não têm mais nada seu!
E mais aqueles que estão sempre a reclamar,
E os músculos da voz a escavar
Suas queixas de queixados!
Contenta-me as pessoas que nunca se contentam
E não contentes com isso,
Sempre se não contentam disso!
E sempre se descontentam...
Honestamente, gosto!
Os que não sabem fazer sacrifícios;
Os púdicos, que são para mim um vício,
Os que não se importam com os outros!
Adoro sentar-me à mesa com os escravos do prazer,
Os que não aguentam estar sozinhos
Os muy nobres elitistazinhos,
Fico bêbado de os ver!
Os frios, de cortar os ouvidos;
Os intolerantes como Jesus Cristo!
Sérios, arrogantes, os de alma despidos
Cegam-me de amor imprevisto!
Amo ainda todas as pessoas como eu:
Os molengões mais criativos, tão sem jeito!
Os mais felizes tristes passaréus...!
E aqueles que não possuem estes defeitos,
E não têm mais nada seu!
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