Saudade álgida

Tristeza fria de um domingo em meu peito, 
Sinto sua falta o tempo inteiro.
Ao vento passar e levar meus cabelos,
Ao dia amanhecer e te imaginar em meu travesseiro.

Saudades que torce meu peito, 
Deixa-me sem ar, posso mal respirar. 
Saudades de querer-te por perto,
Perder-me no teu brilho que reluz, 
O sorriso que seduz. 
Para ti compus, 
E a ternura que deduz. 

A saudade que em mim se pôs. 
Vento álgido cruel rasga-me o peito a dor desse sentimento.
Queria eu que fosse apenas carnal, 
Mas a saudades mostrou-me ser impetuosa,
Sei que vai mais além da subjeção, 
Já se tornou veemência.

Saudades de ti plantou-se em mim, 
Falha minha palpitação
Dias sem sua brilhanteza
Escondo em mim uma tristeza. 

Tirei-me para dançar, 
Aquela canção que me aconchega o coração. 
De olhos fechados,
Passos embolados,
Vejo seus olhos...

O brilho de sua íris,
Sua pele tão nívea, 
Contrastando a minha, 
E por fim,
Posso ver teu sorriso. 

Volte e fique até o próximo inverno,
Fique até o verão, fique o ano inteiro.
Fique até que se falte chuva na terra, 
Até não haver mais estrelas nos céus. 

Mate a minha saudade, 
Mate-me este frio no peito. 

Esquente-me com seus anseios, 
Junte seu corpo a mim e aqueça meu amor por você.
Fique por mais um mês,
Fique por mais um ano,
Fique até que haja apenas eu, você e seu encanto. 
Fique. 

01.02.23
A.R - Faro, Portugal
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