Espera
Daniel Correia
Tenho sono
Até onde a vista me alcança
Entre a aurora das pessoas que passam
E os pássaros que demoram
Na paisagem verde e sonora os girassóis
batendo no vento
E as luzes claras são estrondos daquele silêncio
tão eterno e tão lento
A minha cadeira virada para o coração
das paredes frenéticas do tronco
deste pinheiro
É um sopro azul nesta sala de Aeroporto
Tantas palavras deitadas
À espera - parece que gostam de esperar
Mas a vida é feita de vidro
Com duas portas entreabertas
E entro nos pinhais como um bicho que desfolha
As estrelas altas da ramagem
Muito para além da partida
Onde não é preciso sonhar
Que chegue a Morte
algum sinal
Até onde a vista me alcança
Entre a aurora das pessoas que passam
E os pássaros que demoram
Na paisagem verde e sonora os girassóis
batendo no vento
E as luzes claras são estrondos daquele silêncio
tão eterno e tão lento
A minha cadeira virada para o coração
das paredes frenéticas do tronco
deste pinheiro
É um sopro azul nesta sala de Aeroporto
Tantas palavras deitadas
À espera - parece que gostam de esperar
Mas a vida é feita de vidro
Com duas portas entreabertas
E entro nos pinhais como um bicho que desfolha
As estrelas altas da ramagem
Muito para além da partida
Onde não é preciso sonhar
Que chegue a Morte
algum sinal
Comentários (2)
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Lucilene Melo
2021-01-10
Linda! É a alma ficar olhando o corpo ir.
mariaterra
2014-04-06
Que cantem os anjos <br />e gritem Poesia de vento <br />e tragam sonhos de alento <br /> <br />
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