Avenidas

Quando era menino, 
me rendia a logica.
A matematica por ora,
já foste meu refugio.

Seu tributo me encantava,
sua perfeição mais ainda.
As equações mais que formosas e elegantes,
eram como o toldo,
de meu precoce e eterno lamento.

Não era prodígio,
longe disto.
Apenas admirava-lá.

Até que em uma esquina,
nas avenidas da vida.
Me deparei com a rua das poesias.
Então por ela flanei.

As casas são vagabundas,
atípicas em seu modo.
Sua simplicidade encanta.
Não se tem prédios, é tudo casa,
é tudo mar.
Neste qual difundo meu lamento,
e naufrago sem preceito.
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