Constância

Conheço a voz do teu silêncio
As noites em que me perdia em desespero
Buscando-te no além,
O vazio da tua ausência, a eternidade de um minuto
Conheço também

Ainda te espero 
A cada crepúsculo, vejo-te em todas sombras nas ruas
Na penumbra dos meus sentimentos, te busco, te procuro...
Nos sussurros de gente que vai e vem
No chilrear das aves nas tardes de Abril
Nas noites frias e sem luar

Ainda te espero 
A cada aurora, vejo-te em todas sombras nas ruas
Na penumbra dos meus sentimentos, te busco, te aguardo na demora...
Nos sussurros de gente que vai e vem
No chilrear das aves nas tardes de Abril
Nas noites frias e sem luar
No farfalhar das árvores pelas avenidas
Nos ecos perdidos de vozes tatuadas pela cidade
No negro, no azul, no dourado do sol eremita somando meus dias, subtraindo minha vida

Ainda te avisto
Na solidão que acompanha o meu rosto
Te choro, nas minhas lágrimas incessantes e
Constantes nesse meu destino plangente
Pois meus olhos são janelas de meu coração
Permeável

"Perdão."

                                                       Atila J.
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