Meninos de Rua

Nessa cidade que adormece perseguida pelo tempo
Sob a pintura da luz do luar
De olhos virados para o amanhã
Estamos nós
Entregues à sorte da vida
Trajando lágrimas, saciados pelo vazio
Jogados nas estradas, com fome e frio
Estrelas que não brilharam, perdidas pelo caminho

Nós, que construimos sonhos acostados no papelão
Que jantamos não, vadios e sem pão
Nós, nas manhãs sem orvalho,
Manhãs de fome e frio e vazio
Rabiscos de um deus que nos descartou e nos doou ao caralho, e à puta que nos pariu

Nós, que polimos os pés que traçam o futuro
Que desenham ruas e vielas, que nos fazem a cama
Nós, sem sonhos nem pão
Meninos de rua, dormindo no chão...



                                                   Atila J.
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