POEMA EXCEÇÃO

As almas dos meus poemas são feitas de sonhos
Dádivas das madrugadas, não sei explicar
Segundos desagregam as laudas dos sonhos
Nem sempre a minha alma quer me despertar.

Se desperto o meu corpo gasta muitos segundos
Dispensar o seu leito e caminhar tão confuso
Minha alma quer, mas o corpo não quer escrever
Viver sempre é perder muito mais que vencer.

Sou um poeta atleta que conta histórias
Luto para acordar para obter a vitória
Também sei que a vitória apenas virá
 Se o poema tiver o poder de acordar.

Como uma exceção trago esse poema
Contendo como alma algumas reflexões
Fruto de uma noite  fria e uma casa vazia
Como acordar para dar vida às novas versões?
Blom,
Blom,blom,
Blom, blom, blom
Blom,blom
Blom

(Durão)

Publicado na Coletânea Eu Escritor - Projeto Apparere - Apareça para o Mundo - 2022
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