Escritas

Matinal partida em onírica perda

AurelioAquino
travo a manhã
nos olhos insones,
no colo da noite
nos restos de sonho
e debruço o tempo, renitente,
no lastro dos ombros

a manhã, vadia e urgente,
enche de luz o enredo
da noite tangida impunemente
dos mares em que adormeço
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