Te odeio coisa linda de morrer
robsonvieira
Te odeio coisa linda de morrer,
não ouso te olhar mais que uma vez,
mas me ignora, não pensa em mim,
faz questão de o fazer.
Torna desprezível meu estar,
de ti minha imagem dista,
qual musa assassina és exemplo claro á vista.
Vir a ser não deveria
pois foi dito muito atrás,
mais bela que Helena de Tróia,
existir não poderia.
És inacessível como a morte,
me esfrega na cara tua beleza,
com mais nobre desdém
trata minha alma como lesa.
És como o vento forte,
leva-me aos altos céus
apenas para me queimar
contra vosso sol cruel.
Nada há entre mim e ti,
não, nem nunca haverá.
Desse caso louco sou o réu,
pois carne e sangue
não entram no teu céu.
Robson Vieira
não ouso te olhar mais que uma vez,
mas me ignora, não pensa em mim,
faz questão de o fazer.
Torna desprezível meu estar,
de ti minha imagem dista,
qual musa assassina és exemplo claro á vista.
Vir a ser não deveria
pois foi dito muito atrás,
mais bela que Helena de Tróia,
existir não poderia.
És inacessível como a morte,
me esfrega na cara tua beleza,
com mais nobre desdém
trata minha alma como lesa.
És como o vento forte,
leva-me aos altos céus
apenas para me queimar
contra vosso sol cruel.
Nada há entre mim e ti,
não, nem nunca haverá.
Desse caso louco sou o réu,
pois carne e sangue
não entram no teu céu.
Robson Vieira
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