Escritas

Sáfico

douglasda
Por palavras que eu só deixei em falta 
Engasgo dessas falas dentro da alma  
Pelos mares e por todo o ar que salva 
Os seres, deuses, oh, livrai-me agora  
 
Do injustiçado, desse mau agouro  
Voai como fosse o vento poente de ouro  
De uma manhã, para que o poema tenha  
De um tecelã o seu afã na lírica  
 
Caso pudessem escutar falar 
As puras nuvens iam cantar o amar  
Para chorar, para pintar, sonhar  
 
Desse amontoado de morros eu peço  
Para ouvir a emoção do peito 
No mimo cálido que diz te amo