O poder da empatia
angelomaiela
Inrompeu-se autocarro a dentro um estrondoso choro, acompanhado de um grito penetrante, incomodo o suficiente para quebrar a barreira acústica que meus auriculares em plena actividade davam entre mim e os estímulos sonoros externos.
Um susto! Oque será? A minha tranquilidade depois de um dia embora cansativo, mas muito bom e prazeroso pois era final do mês e já havia abundância em minha conta bancária, justo hoje que consegui um lugar para sentar no TPM, oque será que veio estragar essa tranquilidade.
Os choros começaram exactamente na paragem hospital, bem em frente ao hospital central de Maputo, em uma reacção automática minha mente já foi criando hipóteses, antes mesmo de meu corpo receber alguma ordem para olhar no que estava acontecer, foi então que me virei e pude ver uma criança aparentando seus oito ou nove anos de idade, cor clara, era um mulato, estava em êxtase vi suas mãos movendo-se freneticamente, de um modo violento que vi em um momento uma mecha da cabeça da senhora que o acompanhava sendo arrancada, certamente aquela era a mãe dele, pelo semblante que ela mantinha mesmo sendo atacada, não apenas pelo seu filho, mas também pelo resto dos passageiros que usando das suas capacidades de análise foram mesclando de tudo quanto achavam conveniente falar,
-Se fosse meu filho ia lhe educar aqui mesmo. Disse uma mulher que trazia uma bolsa em volta do peito.
Um senhor disse -shi senhora é seu filho esse?
-Essa criança é mal criada. Disse uma outra.
Eram tantos comentários, mas apenas única coisa prendia minha atenção, apenas dois sons me chamavam, em meio aquele alvoroço apenas o choro da criança e uma voz suave cheia de amor e ternura dizendo, -calma filho está tudo bem! Aguenta só mais pouco já vamos deicer. Era a mãe da criança, não se importando com os comentários de quem mal sabe oque realmente estava acontecer, ela mantinha sua atitude acolhedora pois sabia que o filho não se comportava daquele jeito por opção, tanto ele quanto ela não pediram estar naquela situação.
Vendo aquilo, brotou um sorriso em mim, e uma lágrima que foi escondida pelos óculos que trazia, foi um sorriso acompanhado de uma imensa vontade de abandonar o meu lugar e ir até os dois e dar um abraço e olhar em seus olhos e dizer, sei bem o que é isso, eu também sou pai de uma criança com Autismo.
Por: Ângelo Maiela
Um susto! Oque será? A minha tranquilidade depois de um dia embora cansativo, mas muito bom e prazeroso pois era final do mês e já havia abundância em minha conta bancária, justo hoje que consegui um lugar para sentar no TPM, oque será que veio estragar essa tranquilidade.
Os choros começaram exactamente na paragem hospital, bem em frente ao hospital central de Maputo, em uma reacção automática minha mente já foi criando hipóteses, antes mesmo de meu corpo receber alguma ordem para olhar no que estava acontecer, foi então que me virei e pude ver uma criança aparentando seus oito ou nove anos de idade, cor clara, era um mulato, estava em êxtase vi suas mãos movendo-se freneticamente, de um modo violento que vi em um momento uma mecha da cabeça da senhora que o acompanhava sendo arrancada, certamente aquela era a mãe dele, pelo semblante que ela mantinha mesmo sendo atacada, não apenas pelo seu filho, mas também pelo resto dos passageiros que usando das suas capacidades de análise foram mesclando de tudo quanto achavam conveniente falar,
-Se fosse meu filho ia lhe educar aqui mesmo. Disse uma mulher que trazia uma bolsa em volta do peito.
Um senhor disse -shi senhora é seu filho esse?
-Essa criança é mal criada. Disse uma outra.
Eram tantos comentários, mas apenas única coisa prendia minha atenção, apenas dois sons me chamavam, em meio aquele alvoroço apenas o choro da criança e uma voz suave cheia de amor e ternura dizendo, -calma filho está tudo bem! Aguenta só mais pouco já vamos deicer. Era a mãe da criança, não se importando com os comentários de quem mal sabe oque realmente estava acontecer, ela mantinha sua atitude acolhedora pois sabia que o filho não se comportava daquele jeito por opção, tanto ele quanto ela não pediram estar naquela situação.
Vendo aquilo, brotou um sorriso em mim, e uma lágrima que foi escondida pelos óculos que trazia, foi um sorriso acompanhado de uma imensa vontade de abandonar o meu lugar e ir até os dois e dar um abraço e olhar em seus olhos e dizer, sei bem o que é isso, eu também sou pai de uma criança com Autismo.
Por: Ângelo Maiela
Português
English
Español