Poema em latência mundana
AurelioAquino
o poema
habita os futuros
tenha de pouco e tanto
ou que sonhe de tudo
nada do que lhe entorna
dá-se como ausente do mundo
o verbo é sempre norma
de transitar o discurso
montado nos ombros da vida
tangendo todos os cursos
como se fosse vontade
de comandar o seu uso
habita os futuros
tenha de pouco e tanto
ou que sonhe de tudo
nada do que lhe entorna
dá-se como ausente do mundo
o verbo é sempre norma
de transitar o discurso
montado nos ombros da vida
tangendo todos os cursos
como se fosse vontade
de comandar o seu uso
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