Escritas

Aquela palavra

robsonvieira
Que se faça como dito e combinado anteriormente.
Que não se use a palavra, santa e profana em uma só.
Não seja dita nem predita, nem em cor e sem frescor.
Seja esquecida e abolida, desventura seja seu porém.

Palavra malgrada e assassina, que não se ensine a ninguém.
Enfraquece a tua face, relembra teus pecados e faz-te de refém.

Palavra bonita e tediosa, se soubesse seu dano, não lhe daria prosa,
preferindo com agrado a mais doce e pura mudez, 
que não serve de nota para o santo, 
mas lhe cede rica esmola de quando em quando.

É de amor essa palavra, um tanto, mas é de ódio ainda mais forte.
Não se diga o nome, nem se faça alusão,
ela corrompe o sentimento daquele que por ela se entrega, 
quando enlaça o tolo e inculpe coração.

Robson Vieira