Alento
robsonvieira
Anseio-te amada minha, tanto quanto posso, enquanto forças tenho.
Lembro-te amiga minha, tanto quanto quero, posto que não quero.
Sinto-te distante meu amor, tanto quanto...tanto quanto...
Da profusão que há em mim, que é tanto quanto se queira,
rastejam fragmentos teus que me rodeiam.
Há muitos de mim em ti, há muitos de ti em mim,
há muitos de nós em nós, colosso indefinido.
A difusão causada em mim por teu afeto,
desmembra repulsivos argumentos contra ti.
Nosso caso indelicado se avulta contra nós,
apelo gago, mudo e resumido.
Dele e tu vem meu tormento,
te juro, nunca te esqueci,
vem a mim por meu alento,
que doce ensejo tê-la aqui.
Robson Vieira
Lembro-te amiga minha, tanto quanto quero, posto que não quero.
Sinto-te distante meu amor, tanto quanto...tanto quanto...
Da profusão que há em mim, que é tanto quanto se queira,
rastejam fragmentos teus que me rodeiam.
Há muitos de mim em ti, há muitos de ti em mim,
há muitos de nós em nós, colosso indefinido.
A difusão causada em mim por teu afeto,
desmembra repulsivos argumentos contra ti.
Nosso caso indelicado se avulta contra nós,
apelo gago, mudo e resumido.
Dele e tu vem meu tormento,
te juro, nunca te esqueci,
vem a mim por meu alento,
que doce ensejo tê-la aqui.
Robson Vieira
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