Escritas

Abelhinha ignorante

robsonvieira
Oh abelhinha ignorante, detentora de todo poder que há, 
em cujas patinhas há quem diga haver prosperidade e paz, 
cujo sangue amargo é mais doce do que o mel.

Tua lenda te precede, adoça o palato cujo doce beijo rouba com desvelo impoluto,
o mesmo que oferece a mim qual voto de amizade.

O que mais há de se dizer a teu respeito, oh abelhinha ignorante?
Não deixo que atestem contra ti, 
em língua unívoca te rogo, dá-me tua benção por portento.

Oh abelhinha ignorante, não espalhe meu segredo pelo vento em que revoas,
que amo teu mel com mais força que o zumbido em meu ouvido que ressoas.

Robson Vieira