Escritas

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antonioa
A rama das árvores



Esta noite pouso o relógio

A carteira, as coisas da vida,

Permito a realidade e este presságio,

Deixo de lado a esperança numa recaída.


Ser capaz ou capaz de ser

É o que move alguém esquecido,

E a razão de viver,

Lutar para não relembrar o perdido.


Emergir em algo maior e ser mais fundo,

Interior na imersão,

Sem louvor do mundo

Sem ser digno, sem distinção.


Preso no pequeno espaço que não desculpa,

Aquele que jurei nunca mais ouvir,

O que só braveja culpa

Aquele que me impede de sorrir.


Será mesmo este tesouro o mais enredado

Ou apenas interdito.

Tento ainda buscá-lo, esperando-o acabado.

Esta raiva… Grito! Grito! Grito!







A cor da rama das árvores



Será o bem banal

O mais difícil de alcançar,

Prevalecerá o meu mal,

Será justo um coração cismar em sangrar.


Existem ratos,

Existem gatos,

E para tais atos

Haverá absolvição para os factos.


Será o paraíso

A estrada para a destreza mental

Ou o inferno persuasivo

O caminho para um lugar real.


Serei o esquecido,

Incompreendido na ingenuidade,

Ou o escolhido de um lugar digno,

Ordenando ao sol que irradie a felicidade.












O portão




Sigo programado,

Saio, não olho, não reparo;

Um caminho conhecido, ensaiado,

O silêncio é raro.


As pessoas galhofam,

não me vêem, eu vejo-as;

Nada dizem, riem,

São monótonas.


Ao descer as escadas,

vejo o portão: o ar muda, está mais suave,

As barreiras derrubadas.

Está ali a chave.


Dou um passo: estou na rua.

Por ali passeia um cão,

Vejo a relva nua.

Os pássaros falam.














Tormentum




Não sei o que sinto.

Sei o que penso.

Sei que me minto 

Nesta mente sem senso.


Penso, a pior das doenças 

Sem remédio, sem cura;

Todas estas crenças

Não apagam a dor que perdura.


Alcanço o problema para o resolvido,

Invento a dor e ainda tê-la;

Esta é a mente em que tenho sido

Só me resta então vivê-la.





















Realidade




Dizem que finjo a dor; 

Porque sorrio e faço piadas.

Que me abro e não sou conservador;

E muitas vezes riu às gargalhadas.


Finjo tudo, não quando escrevo 

Mas quando me envolvem.

Sozinho, onde não há relevo 

Sou eu, sou real, outro jovem.


Sabe-lo, projetá-lo

Não o remorso ou o sofrimento; 

O sorriso, e ainda representá-lo

Não mo é isento.


Cada dia é sobrevivido, sem ser vivido 

Cada noite é passada, sem ser desfrutada 

Vivo por viver, e não por prazer

Vivo esta “coisa” seja ela o que for chamada.



















Sem Máscara 




Dizem que finjo a dor; 

Porque sorrio e faço piadas.

Que me abro e não sou conservador;

E muitas vezes riu às gargalhadas.


Finjo tudo, não quando escrevo 

Mas quando me envolvem.

Sozinho, onde não há relevo 

Sou eu, sou real, outro jovem.


Sabe-lo, projetá-lo

Não o remorso ou o sofrimento; 

O sorriso, e ainda representá-lo

Não mo é isento.


Cada dia é sobrevivido, sem ser vivido 

Cada noite é passada, sem ser desfrutada 

Vivo por viver, e não por prazer

Vivo esta “coisa” seja ela o que for chamada