O tic-tac do relógio.

A cada dia que correu e se foi,

Vêm se um outro que ainda não passou,

E no meio desse caminho

há aqueles para quem o tempo está sempre a passar,

e ainda aqueles em que ele esquece de acelerar.

Já tentou experimentar,

simplesmente sentar num banco de praça pública e observar?

muito ali se pode aprender.

Às sete da matina,

se vê empregados de correria e o “Seu Padre” de batina.

Se vê crianças no caminho para estudar,

E senhorzinhos no seu caminho para os pombos alimentar.


Às duas da tarde,

não é mais o mesmo lugar,

Na pequena cidadezinha o tempo parece congelar,

estão todos dentro de suas casas tendo seu descanso do almoço para voltar a trabalhar.

Às oito da noite,

Não só a cidade congela como também vem as escurecer.

Não só os empregados voltam do trabalho,

Volta também “Seu padre” para o santíssimo tentar espairecer.

As crianças já dormem ansiando no outro dia brincar,

E os senhorzinhos mais uma manhã de sol e com seus pombos papear.

E durante todo o dia,

há pessoas como eu,

Que veem uns  chorar e uns a sorrir,

E não importa quanto tempo passe,

Para mim ele nunca deixa de existir.


Nicole Barter, 2021.
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