Princípio de Eros
jorgejacintojr
Princípio de Eros
Noite meio clara... como se insinuasse
As idéias mais intimamente secretas,
As quais um dia, não obstante nos prometemos
Em confidentes e calorosas declarações.
O começo habitou o tempo necessário,
Para sobrevir sem atropelos da ansiedade.
Singelo como composto em suave poesia,
História a qual estava apenas por despertar.
Contudo, o princípio não era para ser nada!
Mas nem sempre escrevemos nossos tramas,
Com a particularidade de nossas próprias palavras,
E não dominamos o que o destino nos reserva.
Mas não foi porventura de algo incerto,
Que você surgiu em minha vida sem pretensões.
Quente como o sol que pela janela aquece
As cortinas brancas entre abertas de meu quarto.
Disposta carinhosa à mesa a garrafa de vinho suave.
É a prova circunstancial que os ânimos excitados
Estão irredutíveis à espera oportunamente calada,
De seus enigmas que se revelam sorrateiramente
Pasmo... admirando cada qual os seus detalhes.
Aquieto... sonhando acordado em seu colo.
Sinto seu prazer perfumando meu corpo
Convidando-me para silenciosamente te amar.
Entrego-me a tentação clamando quase mudo seu nome,
Deixando minha vingança vir a sua face cheia de vergonha,
Aprisionando o tempo que neste momento é dispensável.
Não cultivando mais pequenos gestos de inútil medo.
O televisor fora do ar, deixado ao abandono...
Acusa o tardar das horas as quais passaram despercebidas.
Transparentes e incontáveis ao relógio sem pilhas,
Que repousa prático e inerte ao fútil criado mudo.
Na hesitação da cama, comportamos nossos sorrisos,
Acalmando delicadamente àquela primeira ansiedade,
A qual incontrolável atingia dominante o íntimo da alma.
O desejo de te possuir completa e aflora agora o coração.
Murmuro ao seu ouvido, segredos que te causam arrepios.
Uma explosão de vontades, e um gozo antes contido,
Desprendem-se em uma luta de pés descalços e quentes,
Perdendo-se na fragilidade da relva de suas escassas vestes.
Cavalga! Entregue-se descontrolada em corpo pouco suado.
Despindo-me em leves toques de seus lábios macios,
Entorpecendo minhas veias com a poção do amor
De quem sabe seus segredos generosamente revelar.
Cubra-me com os apelos de seu corpo cálido!
Vista-me com apenas o toque de seus pudores!
Provoca-me o retorcer de músculos não conhecidos,
Sensível a sua pele com perfume todo particular.
É passional este vigor entusiasmado que nos vence o juízo!
Beirando a correnteza do rio da loucura, e mais que de repente...
Vem com intensidade um tremor vindo de dentro,
E as pernas sem domínio tremem involuntárias à vontade.
Quero agora mergulhar na maciez de seus seios...
Permanecer na calmaria do êxtase chegado,
E no seu olhar levemente sonolento...
Humildemente confessar todo meu amor.
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
Noite meio clara... como se insinuasse
As idéias mais intimamente secretas,
As quais um dia, não obstante nos prometemos
Em confidentes e calorosas declarações.
O começo habitou o tempo necessário,
Para sobrevir sem atropelos da ansiedade.
Singelo como composto em suave poesia,
História a qual estava apenas por despertar.
Contudo, o princípio não era para ser nada!
Mas nem sempre escrevemos nossos tramas,
Com a particularidade de nossas próprias palavras,
E não dominamos o que o destino nos reserva.
Mas não foi porventura de algo incerto,
Que você surgiu em minha vida sem pretensões.
Quente como o sol que pela janela aquece
As cortinas brancas entre abertas de meu quarto.
Disposta carinhosa à mesa a garrafa de vinho suave.
É a prova circunstancial que os ânimos excitados
Estão irredutíveis à espera oportunamente calada,
De seus enigmas que se revelam sorrateiramente
Pasmo... admirando cada qual os seus detalhes.
Aquieto... sonhando acordado em seu colo.
Sinto seu prazer perfumando meu corpo
Convidando-me para silenciosamente te amar.
Entrego-me a tentação clamando quase mudo seu nome,
Deixando minha vingança vir a sua face cheia de vergonha,
Aprisionando o tempo que neste momento é dispensável.
Não cultivando mais pequenos gestos de inútil medo.
O televisor fora do ar, deixado ao abandono...
Acusa o tardar das horas as quais passaram despercebidas.
Transparentes e incontáveis ao relógio sem pilhas,
Que repousa prático e inerte ao fútil criado mudo.
Na hesitação da cama, comportamos nossos sorrisos,
Acalmando delicadamente àquela primeira ansiedade,
A qual incontrolável atingia dominante o íntimo da alma.
O desejo de te possuir completa e aflora agora o coração.
Murmuro ao seu ouvido, segredos que te causam arrepios.
Uma explosão de vontades, e um gozo antes contido,
Desprendem-se em uma luta de pés descalços e quentes,
Perdendo-se na fragilidade da relva de suas escassas vestes.
Cavalga! Entregue-se descontrolada em corpo pouco suado.
Despindo-me em leves toques de seus lábios macios,
Entorpecendo minhas veias com a poção do amor
De quem sabe seus segredos generosamente revelar.
Cubra-me com os apelos de seu corpo cálido!
Vista-me com apenas o toque de seus pudores!
Provoca-me o retorcer de músculos não conhecidos,
Sensível a sua pele com perfume todo particular.
É passional este vigor entusiasmado que nos vence o juízo!
Beirando a correnteza do rio da loucura, e mais que de repente...
Vem com intensidade um tremor vindo de dentro,
E as pernas sem domínio tremem involuntárias à vontade.
Quero agora mergulhar na maciez de seus seios...
Permanecer na calmaria do êxtase chegado,
E no seu olhar levemente sonolento...
Humildemente confessar todo meu amor.
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
Português
English
Español