Meu Minho Místico

Águas cruas do Minho
com restos a aurora tardia
galgais os rochedos do vinho
de famintas dinastias do mar
com repuxo do refluxo espumante
ao reflexo do céu
espelho meu
são águas escuras de ontem
enroscando a agonia no passado
da eternidade
rasgas o canhão das meigas
dos irmãos entre hermanas
e desvaneces no estreito da ampulheta
enquanto o coração se me aperta
ao largo do chicote na desembocadura
a batela do contrabandista
escala as  ondas
com os remos de quem foi
aí te vais!
a água fez-se adulta
de nascente a oceano
nostálgica
uma serpente liquida
ovalando um universo.
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