Plagiando o tempo


Plagiei do tempo um naipe de palavras esbeltas
Adormeci apaziguado por um ininterrupto eco ecoante
Naufraguei entre os suspiros e sussurros de uma hora emigrante

Em cada ai e lamento pisoteado o tempo naufraga quase mendicante
Segreda-me aos ouvidos a melodia de um cósmico desejo edificante
Desamordaça cada segundo tão íngreme, tão acutilante…tão extravagante

Frederico de Castro
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