PÉROLAS DE UM TEMPO
Lília_Tavares
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LÍLIA TAVARES, in CASA DE CONCHAS (Col. Mãos de Semear- 2; ModoCromia, 2022)
As fotografias que nunca emoldurei,
pérolas de um tempo próximo das pedras,
deixam-se ficar entre jornais, amores e poeira.
Arde comigo a memória do papel dado ao vento.
Da nossa passagem permanecerá
a penumbra das noites seguidas de silêncio.
Incendeia-me na nudez das tuas mãos,
barco sem remos arrancado às areias.
Enlouqueço à sombra de diamantes e ferrugem.
As fotografias que nunca emoldurei,
pérolas de um tempo próximo das pedras,
deixam-se ficar entre jornais, amores e poeira.
Arde comigo a memória do papel dado ao vento.
Da nossa passagem permanecerá
a penumbra das noites seguidas de silêncio.
Incendeia-me na nudez das tuas mãos,
barco sem remos arrancado às areias.
Enlouqueço à sombra de diamantes e ferrugem.
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