Não se relacionem, trabalhem!

Tô com medo de não sentir mais nada
De ser uma pessoa otária
Que não pensa em ninguém
Porque ninguém pensa em ninguém
E isso é fato
Parece até hilário
Coisa que as pessoas riem em conjunto
Sem se pensar muito no que se sente
Só vivem por si!
Porque eu não?
Penso em mim
E no meu corre
Ouvir dizer que amor não dá lucro
E é assim que vivem não é mesmo?
Não quero pedir desculpa pelos meus olhos
Que se cegaram
Eu estou cego mesmo
De ódio
Mas foda-se
Tanto faz, vocês não se importam!
Então botei a armadura de novo
E vi que é melhor viver assim
Sem nada a apertar
É que a armadura é confortável as vezes
Mesmo pesando muito
Não pesa mais que o mundo,
Não pesa mais que vocês!
Não quero explicar muita coisa
Já me expliquei muito
Ninguém entendeu
Achou que era ego
Talvez fosse mesmo, mas Tanto faz como fez
Ninguém nunca fez
Nunca fez nada que realmente importasse!
Mentira!
Mas eu lembro bem de quem fez.
É que dói
Vários sorrisos
Amarelos
Sem deus
Mas cheios de eus
Cheios de dores
Que replicam nos próximos
E dói!
Dói muito!
Talvez por isso eu não goste mais da minha existência
É o que eu grito prós amigos
Nem eles escutam.
Eu queria alguém que me escutasse.
É que amanhã é véspera de natal e papai Noel já disse que não traz presente
E eu que sempre tive presente
Vi, ouvi e senti os abandonos,
Desfazer de planos
E incertezas
De estar e se ir
E se foram
Solidão é gostosa pra quem se quer estar só
Eu queria estar só
Mas acompanhado
Não quero nada
Só a vontade de estar de volta
Mas não sinto vontade
Não estou
Estou sendo poeira em meio ao nada
E a poeira se desfaz
Em partículas irreais
Que atravessam a camada mais fina da crosta existente.
Hoje eu queria um café
E uma prosa de amor
Mas aqui estou
Esperando sem esperar
A vontade de ser, viver e estar
Mas o que resta
É o nada da solidão
Então, pra que continuar?
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