Noite de natal

Hoje eu acordei 

Com a mente mais emotiva

Hoje podiam me contar

Uma história, de mentira

Toda inventada

Que eu ia acreditar. 

Meus olhos são lagos

Ou nuvens que não param de chover. 

Hoje eu não quis amar

Mas amei

Amei a distância

E chorei. 

Senti o peso de estar só

Todo de uma vez

E achei que não ia aguentar

Mas minha mãe me fez forte. 

Ou pelo menos

Ela acredita que sim! 

Na nossa última conversa 

Ela disse que eu tinha 

De viver muito

Pois no fim 

Eu que tenho que enterrar ela! 

Doeu, 

Mas entendi

Que é só mais uma forma de mãe dizer

"Se cuida! "

Tem outras também

Mas algumas ficam 

MARCADAS! 

Quantas marcas cê carrega na alma? 

Será que é por isso

Que o povo tem fetiche em marca? 

Peita de marca, calça de marca, boot de marca.. 

Aí marcaram territórios 

E marcaram o chão com sangue dos meus. 

Hoje, 

Eu me perguntei

Se todo natal é assim:

Comumente triste, 

Regado de mentiras 

teatrais de novela mexicana, 

Ou foi só esse mesmo

Que tamo meio pandemico

E fingindo que não aglomera? 

Hoje eu tô,  mais que na melancolia

E ela se arrasta... 

... calma,  alma! 

É falta,  não chora. 

Logo,  logo vai embora.
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