Enluarada

Maria do Carmo Costa
Maria do Carmo Costa
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Lua feiticeira,
brejeira,
cheia de meninices.
Tão bela
e tão singela.
Vejo-me enluarada
no seu claro sedutor
que da minha cama espio
por sobre o vão da janela.
Visto-me nos seus segredos
e sem medos
me contorço em sua magia
vadia
sem rumo,
sem dono.
Lua que sorrir de meus sentimentos,
momentos
vivos lamentos,
verdadeiros uivos
que escancararam meus pensamentos
lancinantes,
em tormentos
por vê-la tão perto assim.
e ao mesmo tempo
inatingível,
intocável.
Incontestável.
Vagueia refletidamente nua
em minhas entranhas
que se reviram.
Aninha-se em minhas coxas,
mergulha em minha cama
por sobre os róseos lençóis.
Deixa-me em chama
Ousadamente me ama.
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