Escritas

À deriva

Zenair Borin
Olhos que não se encontram
Mãos que não se tocam
Com sorrisos fingidos
Asfixiam sentidos

Sem bela presença
Carece amor e senso
Resta apenas indiferença
Para beijos lançados ao vento

Quanta transparência no vazio
De coisas medíocres cheias 
Como um rio poluído
De coisas feias

A nau soçobra
Mas o amor vivifica
Fazendo emergir as sobras
Do não amar que no mar fica.