SIMBIOSE

Há instantes em que num relance
A areia da praia sente-se farta
Dos tantos pés descalços calcando-lhe o chão

Há momentos entretanto
Em que a areia da praia sente profunda solidão
E molha-se de saudade dos mesmos pés descalços
Cujas ondas apagaram as pegadas dos passos
Cravados nos grãos

Nessa intermitente simbiose
Ao pisarmos, a areia acaricia suave os nossos pés
Depois se refaz plena
Nos carinhos profundos das marés



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