NO MEIO DA TARDE

Encaixo a minha mão
Debaixo do teu vestido
Mas se me dizes estar despida
Imagina-la vestida
Já não faz nenhum sentido
Rogar excentricidades

O sonhar tem dessas baldas
Cada qual com seu capricho
E mania e desvario

O sentir de qualquer sonho
Devemos às singularidades

Perdoa se a nua palavra arde
E o verbo rumina o dicionário
No meio da tarde



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