Tempo sem destino

Neste tempo labiríntico e sem destino vagueia a noite saltimbanca
Impostora, hipócrita e comediante sorri a toda esta negrura tamanha
Farsista e acrobática desnuda-se numa gargalhada que em mim se emaranha
Neste tempo sem destino os silêncios assim colossais sangram num eco lascivo
Transpiram pela derme de um imberbe lamento tão tristonho…tão intuitivo
Quase que sentenciam um esbelto breu que além fenece agonizante e inofensivo
Frederico de Castrto