SONETO DO PAGODEIRO

Valmir (Durão)
Valmir (Durão)
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Morena cuíca, pretinha pandeiro

Eu surdo no samba, alívio certeiro

Loirinha gelada e a me esquentar

Ruivinha pintada, branquinha a pintar.

 

Daí rola o clima, começa em janeiro

Quando percebemos, foi-se o ano inteiro

Som contagiante, de noite ou de dia

Madrugada adentro, de pura harmonia.

 

E nesse contexto, que tudo vai bem

Sem louça na pia, sem cuidar de neném

Findado o pagode, cair na real.

 

Gastei toda a grana, volto para casa

Perdi a moral, gastei toda a grana

A negra é brava, dormi no quintal.


(Durão)


Publicado na 5ª Coletânea de Poemas-Sonetos-Cordéis 2022 - Projeto Apparere


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