Anjo no vidral

Um gosto intragável na boca me vem quando imagino o meu destino

Insisto a passear num trem, que não se sabe de onde vem, cujo trilho é o desatino

Não me recordo quando cheguei ou se apenas sonhei com sinos e esta catedral

Local onde fui rei, me casei, e porventura me tornei: o anjo chorando estampado no vidral 

Ó que angústia não reconhecer o próprio coração... 

Que raiva que me dá, o que farei com esta pedra no meu peito já embrutecida?

Arrancar do peito fora, e sem demora... - alvejar o belo rosto da vida?
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