Na quilha do silêncio


Na quilha do silêncio o dia amara esbelto felino é longânimo
Magnânimo cada eco estende-se sobre um freático afago anónimo
Impávido e sem heterónimo o tempo pincela meus sonhos mais ergonómicos

Na quilha do silêncio as marés repousam flácidas, embriagadas e apaziguantes
Entre os dedos a luz escapa-se caligrafando todas as palavras voláteis e hilariantes
Em rodapé deixou escrito o epitáfio das minhas mais fiéis memórias tão empolgantes

Frederico de Castro
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