Escritas

Confusão

castor
Estou descalço na rua
E ela nua
Nossos olhos se esbarram
Como moto e caminhão
Todo dilacerado fico
Nela nenhum arranhão

Sonhei!
Nada aconteceu
Não é a primeira vez
Não é ela sou eu
Sou eu...
Sou apenas eu!

Com a porta aberta a água cai
A essência do dia pela água se vai
Com a cama arrumada
A consciência aos poucos se esvai

Estou servindo na festa
Observando uma resta
Por uma fresta
É a mulher mais bela da seresta
Mas...
Pouco a pouco se vai

Sonhei!
De fato nada aconteceu
Não é a primeira vez
Não é ela sou eu
Sou eu...
Sou apenas eu!

Um dia agitado
Chego em casa cansado
Após um banho não demorado
Já estou desacordado

Sou um delegado
Avistei um culpado!
Perseguição

Em um escuro danada
Capturei o culpado
Interrogação 

Com ele algemado
No escuro danado
Preparei a iluminação

Frente a frente com o sujeito
Risquei meu isqueiro
A decepção

Acordei assustado
Todo suado
Com um tremor danado

Sonhei!
Hoje algo aconteceu
Essa foi a primeira vez
Sou eu...
O culpado sou eu
Meu Deus sou eu
Sou apenas eu.