Escritas

ABISMO

Cedric Constance
Embora eu persista seguir noutras paragens
Onde as sombras não assombrem meu derredor,
As alegrias se desfazem... se tornam miragens...
E mais uma vez eu retorno ao abismo da dor!

Essa tristura lúgubre, com gosto de morte,
É como o corvo agourento surgindo dos umbrais...
Grasnando pelos cantos a minha má sorte,
De viver enclausurado em dias infernais...

Na face, trago olhos cansados e tristonhos,
No peito, um coração meio vivo, meio morto
Que pulsa fracamente... vazio de vida, de sonhos...

Sigo vagando na mais absoluta escuridão,
Murmurando poesias que trazem algum conforto...
São crias paridas da minha infinita solidão...

Cedric Constance

Imagem por Pinterest
Anjo
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