Escritas

Medo de Libélula

izabelacbarroso
Pergunto-me aonde fora parar, despistar, meu pequeno e mal feito par de brincos pontudos de peixes, barbatanas e escamas.
Entorto por um arame tão amedrontado quase ao ponto de se tornar azul que somente visto-se de perto pode-se notar como tons podem se tornar exuberantes e horripilantes.
E durante a ventania de sua cabeça quase ímovel, movimentam-se em danças tortas e constantes, em gritos águdos, indiscutíveis susurros.
A imensa aflição segundos antes de soltar-se a voz, fixando-a em rios e canções, formando-se lulas e ilhas, geralmente muito coloridas, podendo-se, assim dizer, repletas de alegria, de certa vida.
Com tal porcentagem de ousadia, imagina-se libéluas, tão velozes, tão compridas que encostam-te; formigam-te; e olhando-te com pudor crescem-te centenas de olhos esquisitamente minúsculos e de alguma forma suspiram-te com covardia.