Beijo à chuva


Num manancial de sussurros a noite desabou num aguaceiro de
Beijos e caricias tórridas intensas e supramentemente hipertensas
A noite sensual e aperaltada adormece acalentada por delicodoces
Gargalhadas fiéis, flamantes e absurdamente revigoradas

A escuridão caiada de fluorescências notívagas luzidias e petrificadas
Satifaz cada desejo escorregadio, degustado por palavras sobredotadas
Deixa o silêncio impaciente raiar nestas rimas perenes e ludibriadas
Tomba vicejante e saturada nos braços abençoados das ilusões mais delicadas

Frederico de Castro
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