VOAR

O mar também é sertão
Imensidão deserta cujo andejo é pescador
Marujo navegante prático capitão

Meu barco a deriva procura por um cais
Aduaneiro cobro-me por versejar
Pelas velas do saveiro onde o leme é a solidão

Timoneiro vou levando pelos ventos
Nada colho senão historias e aventuras
Professadas bem depois

Confesso não sei nadar em tuas águas revoltas
Posso até desejar um mergulho teimoso
Mas ninguém precisa saber destes medos

Talvez fosse menos flácido e pecado voar


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