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Frederico de Castro

Copiei todas as palavras elegantes domesticáveis e inebriantes
Deixei sangrar todas as emoções rubras, poéticas e deslumbrantes
Despi todas as rimas que se querem sensuais homologadas e desconcertantes
Plagiei da vida a súbita e inspiradora solidão viciada, súbtil e contagiante
Com malandrice aldrabei um verso enclausurado numa estrofe expressiva e errante
Conivente flertei a simbiose lírica dos desejos apoteóticos e absurdamente extravagantes
Frederico de Castro
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