Escritas

Betel a loba

adamas
A solidão me assola, a raiva e o ódio tomam conta do meu ser, o amor foi embora, aquele copo de vidro delicado não está mais cheio.segui os teus passos na estrada de pedras pontiagudas. Então foi esse oh senhor o teu sacrifício !? Me entreguei ao carrasco e me cortei nós espinhos, fui enganado pelo lobo que rosnou em meus ouvidos, palavras de conforto de amor e de carinho. Eu preferiria a facada envés do abandono, preferiria
prisão envés da liberdade, pois a ilusão do amor me assombra, ela vem na surdina como uma assassina fria que me ceifa a vida sem pedir perdão…Perdão ? Mas que perdão ? Não foi por mal, eu sou o mal. Eu sou o mal que susurra nós ouvidos dos homens, sou o mal maior que invade os seus corações sem pedir licença. Sou as 30 moedas de prata que levaram a morte o profeta, sou a serpente no jardim que enganou a mulher mais pura, mas não fique chateado comigo. Também sou seu amor, seu amor não correspondido, seu sonho ilusório. Sua promessa não comprida, sou eu teu abandono, sou eu o teu caixão de tristeza. Eu sou vc não sabia !?