Escritas

Em pausa

Frederico de Castro

Em pausa o tempo desfila ao longo de um lamento inerte
Converte cada eco num inspirador silêncio tão depurativo
Ressuscita até cada sonho poético, lírico e mais introspetivo

Em pausa as horas driblam todos os segundos ansiosos e degenerativos
São como um malabarismo de grunhidos bramindo num sussurro possessivo
São a biblioteca onde fecundo o formato de cada beijo intenso e excessivo

Em pausa a solidão amara ao longo deste silêncio anquilosado e seletivo
Namora toda a ladainha de sorrisos banais, virias e quase provocativos
São a reminiscência asfixiante de um imperturbável e íntimo afago furtivo

Frederico de Castro
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