MORREU EM MIM A POESIA?
Cedric Constance
Encarcerado na escuridão dos dias nebulosos
Não posso mais ver a luz que irradiava meu ser...
Já não tenho forças para rabiscar meus versos...
Pouco a pouco, sinto a poesia em mim, desvanecer...
Sou um jardim de flores murchas e terra infértil,
Não há amanhecer em mim, só a noite escura, preta!
Pulsa fracamente meu coração inerte e frágil,
Esvaindo-se os suspiros derradeiros desse poeta...
Meu corpo cansado, esgotou em mim a dopamina...
Esses dias cinzentos e vazios como o infinito
Me obrigam a consumir mais doses de fluoxetina...
Preciso encontrar uma razão, algum motivo,
Para poder vislumbrar o mundo mais bonito...
E sentir, por alguns instantes, que ainda estou vivo...
- Cedric Constance
Imagem: Arte de Kurt Walters
Não posso mais ver a luz que irradiava meu ser...
Já não tenho forças para rabiscar meus versos...
Pouco a pouco, sinto a poesia em mim, desvanecer...
Sou um jardim de flores murchas e terra infértil,
Não há amanhecer em mim, só a noite escura, preta!
Pulsa fracamente meu coração inerte e frágil,
Esvaindo-se os suspiros derradeiros desse poeta...
Meu corpo cansado, esgotou em mim a dopamina...
Esses dias cinzentos e vazios como o infinito
Me obrigam a consumir mais doses de fluoxetina...
Preciso encontrar uma razão, algum motivo,
Para poder vislumbrar o mundo mais bonito...
E sentir, por alguns instantes, que ainda estou vivo...
- Cedric Constance
Imagem: Arte de Kurt Walters
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