DEFESA PARLAMENTÁRIA DO IMAGINÁRIO
Nesta situação de pânico criado pela pandemia,
Pela crise sanitária,
Pela insensatez política e enfermidade ética,
Geopolíticas movediças,
Realidades íntimas
Reféns da realidade digital;
Nesta conjuntura de conspirações urdidas
Nos concílios neopentecostais,
De narcotráfico, de necropolíticas, de negacionismos,
De incubação de sonhos diretivos
Pelos estrategos do marketing comercial,
Pelas ameaças dos CEO’s das multinacionais,
Egrégoras invadidas e conquistadas pelo ódio irracional,
Pelo estruturalismo patriarcal,
Preconceitos de classe, de raça, de credo;
Neste instante de monitoramento de perfis,
Cancelamentos de IPs, de CPFs, de antinomias,
Genocídios, ecocídios, democracídios,
De hegemonias alucinadas e supremacias emasculadas;
Neste culto ao caos, aos algoritmos,
Aos mitos elevados e anjos caídos,
As personalidades caiadas,
Aos gurus virtuais e avatares binários,
Às informações e repertórios falsificados,
A palavra plena de lascívia, insultos, calúnias;
Neste momento de efeitos relâmpagos,
Guerras hibridas,
Bombas semióticas,
De eventos sem causa,
De artistas sem obras,
De poemas sem poesia,
...!
Temos a sagacidade de nossa atenção
Sequestrada diariamente
Pelos fragmentos difusos e confusos
Dos fatos circundantes;
Temos sido nós poetas,
Perturbados em nossa estética
Pelas mensagens subliminares
Dos lunares de Helheim;
Constantemente convocados somos
A defender o criadouro essencial da humanidade,
A preservar a singularidade subjetiva e subversiva
Que residem além das fronteiras dos mundos,
Estimulados somos a confrontar nossas próprias crenças,
Certezas, teses, ideologias, cosmovisões, projetos & projéteis;
Temos sido conjurados a tomar partido,
A escolher armas, empunhar bandeiras, cantar hinos próprios,
A nos conduzir com diligência no discernimento radical,
A agir mais avante do verbo lírico & límbico;
Temos sido requeridos no parlamento da consciência humana,
Exigidos como testemunhas, escribas, visionários,
Na furiosa & febril pertinácia das ruas;
Temos sido instados a produzir uma poética insubmissa,
Poderosamente valente para romper a sinergia hipnótica
Das narrativas e discursos distópicos;
Não podemos permitir que o nosso imaginário cosmiquântico
Quede-se cativo do fatigante ensaio melancólico,
Não podemos consentir que o nosso verbo
Distraia-se com amenidades domésticas & umbilicais,
Não devemos conceder espaço no verso
À verborragia do inconsciente coletivo;
Devemos nós poetas estar um passo à frente do nosso tempo,
Um passo adiante dos legisladores da liberdade,
Um passo mais rápido que todos os fascistas
E de todos aqueles que pretendem avassalar nossos sonhos
E furtar o ânimo de nossas esperanças;
É por isso que somos poetas
E não jagunços de Tio Sam,
Sacerdotes de Baal, servilões dos Arcontes,
Ou bonifrates de qualquer estúpido mito
Surgido dos intestinos do neoliberalismo.
Pela crise sanitária,
Pela insensatez política e enfermidade ética,
Geopolíticas movediças,
Realidades íntimas
Reféns da realidade digital;
Nesta conjuntura de conspirações urdidas
Nos concílios neopentecostais,
De narcotráfico, de necropolíticas, de negacionismos,
De incubação de sonhos diretivos
Pelos estrategos do marketing comercial,
Pelas ameaças dos CEO’s das multinacionais,
Egrégoras invadidas e conquistadas pelo ódio irracional,
Pelo estruturalismo patriarcal,
Preconceitos de classe, de raça, de credo;
Neste instante de monitoramento de perfis,
Cancelamentos de IPs, de CPFs, de antinomias,
Genocídios, ecocídios, democracídios,
De hegemonias alucinadas e supremacias emasculadas;
Neste culto ao caos, aos algoritmos,
Aos mitos elevados e anjos caídos,
As personalidades caiadas,
Aos gurus virtuais e avatares binários,
Às informações e repertórios falsificados,
A palavra plena de lascívia, insultos, calúnias;
Neste momento de efeitos relâmpagos,
Guerras hibridas,
Bombas semióticas,
De eventos sem causa,
De artistas sem obras,
De poemas sem poesia,
...!
Temos a sagacidade de nossa atenção
Sequestrada diariamente
Pelos fragmentos difusos e confusos
Dos fatos circundantes;
Temos sido nós poetas,
Perturbados em nossa estética
Pelas mensagens subliminares
Dos lunares de Helheim;
Constantemente convocados somos
A defender o criadouro essencial da humanidade,
A preservar a singularidade subjetiva e subversiva
Que residem além das fronteiras dos mundos,
Estimulados somos a confrontar nossas próprias crenças,
Certezas, teses, ideologias, cosmovisões, projetos & projéteis;
Temos sido conjurados a tomar partido,
A escolher armas, empunhar bandeiras, cantar hinos próprios,
A nos conduzir com diligência no discernimento radical,
A agir mais avante do verbo lírico & límbico;
Temos sido requeridos no parlamento da consciência humana,
Exigidos como testemunhas, escribas, visionários,
Na furiosa & febril pertinácia das ruas;
Temos sido instados a produzir uma poética insubmissa,
Poderosamente valente para romper a sinergia hipnótica
Das narrativas e discursos distópicos;
Não podemos permitir que o nosso imaginário cosmiquântico
Quede-se cativo do fatigante ensaio melancólico,
Não podemos consentir que o nosso verbo
Distraia-se com amenidades domésticas & umbilicais,
Não devemos conceder espaço no verso
À verborragia do inconsciente coletivo;
Devemos nós poetas estar um passo à frente do nosso tempo,
Um passo adiante dos legisladores da liberdade,
Um passo mais rápido que todos os fascistas
E de todos aqueles que pretendem avassalar nossos sonhos
E furtar o ânimo de nossas esperanças;
É por isso que somos poetas
E não jagunços de Tio Sam,
Sacerdotes de Baal, servilões dos Arcontes,
Ou bonifrates de qualquer estúpido mito
Surgido dos intestinos do neoliberalismo.
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