Simbologia dos seus traços passados

O que tu és? 
Mãos congelantes e abrigo estreito? 
Obtive a certeza de que é horta vívida e altar em topo
És rosa desabrochada e vendaval inofensivo
Fricção em teu quarto, cores em teu anseio
Filme antigo sob películas novas
Escorrer contagiante sobre o tocar de cordas
Cobertor quente com tocar de peles 
Braços atados como amarrar seus sapatos 
Alegoria em cima de contagismo
Fumaça cinza sob uma varanda 
Prenda-se em meus grilhões, 
Pois estes me assolam 
E somente seu suar quebra tudo em partículas minimamente obscuras
Seu único propósito não seria o de brilhar 
Quando o merecido para sua complexidade seria em tudo estar
Ainda hei de te esquecer
Assim que lhe ver
Preciso não te ter


                                                                                 - Rafael Gonçalo
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