Sobre as nuvens
No cimo daquela montanha estava um mistério,
A complexidade de um ser,
Dentre as nuvens, exalava um sorriso amarelo,
Distorcia o tempo e o espaço à sua volta,
Não era um buraco negro, não!
Constrangia aos mais corajosos com um simples farfalhar,
Enchia o peito dos mais contidos a se libertarem de seus preconceitos,
Esvaziava os corações dos depressivos e preocupados
Para enchê-los de sensibilidade.
Sua visão era como se uma neve fresca que desabrocha nos olhos de quem vê, embaça-os
[de início e os lava ao mesmo tempo.
Não curava as doenças do corpo, embora sanasse as dores do peito e da alma;
Não desfazia os tortos da vida, embora endireitasse a real visão de tudo;
Daquilo, alguns só tiravam uma possível conclusão: a prova da existência de Deus.
Outros, em contrapartida, evocavam: a prova da beleza da natureza.
Talvez sejam as duas coisas em uma só - como vários caminhos que levam a um único fim.
Uns muitos davam várias explicações, cientistas elaboravam as mais diferentes teorias, alguns teólogos evocavam a Deus e todos os santos, os escritores escreviam ensaios, os poetas, elegias; mas acho que nenhum desses de fato entenderia e conseguiria falar sobre a beleza, formosura e perfeição de uma orquídea violeta.
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