versos soltos...

a pouco e pouco envelheço
vou mudando de aparência
um dia mais que amanheço
saudade da minha ausência


trago fundas as olheiras
não pedi para aqui chegar
as rugas foram as primeiras
irónicas rondando meu olhar


voluntária não me ofereço
para morrer, tempo tenho
a pouco e pouco envelheço
grande saudade donde venho


virá a época da colheita
com sinceridade a temo
logo a morte estará à espreita
não a nego nem blasfemo


a noite apagará as estrelas
chega a nevoenta madrugada
sonhando inda irei vê-las
no fim desta caminhada


no poema vivo e candente
ficará a força que tenho
viverá a recordar eternamente
a saudade de onde venho...


numa pedra gravarei meu nome
talvez alguém me queira saudar
outro alguém por Poeta me tome
p'los versos q' meu sol m'fez semear


natalia nuno
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