Tão fragilmente...
Frederico de Castro

Tão fragilmente cada oração renasce festiva altiva e renovada
Dilacerada a luz infiltra-se numa solidão carente e rogada
Anónima e sem vestígios coalha uma lágrima tão subjugada
Tão fragilmente o tempo encharca-se de sonhos e desejos coligados
Ao longe vejo sedimentar-se o horizonte de suspiros quase fatigados
Ali, fulgurantemente todos os poentes adormecem felizes e aconchegados
Frederico de Castro
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