Na minha janela

Cercado por conhecimento
Não sou menos escravo do que um operário.
Sou pior!

Soterrado por livros
Respiro com dificuldade,
Sufocado pelo verso,
Afogado na prosa,
Eu vivo - ou finjo viver.

E mesmo tendo fontes de ambrosia
Para o meu regalo,
Dou preferência à janela
Onde me debruço.
Não por amar a morte,
Mas por aprender mais com o que ela me mostra.

576 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.